Palmas atingiu 95% de cobertura vacinal contra a poliomielite em 2026 e alcançou a meta de imunização infantil estabelecida para a doença. O resultado reforça a importância da vacinação oferecida pela rede municipal de saúde e da participação de pais e responsáveis na proteção das crianças.
O índice ganha destaque na semana do Dia Mundial de Combate à Poliomielite, celebrado neste sábado (24). A data chama a atenção para a necessidade de manter a vacinação em dia, mesmo em países onde a doença já foi eliminada.
Conhecida como paralisia infantil, a poliomielite é uma doença infecciosa causada por um vírus que pode atingir o sistema nervoso e provocar paralisia irreversível. Nos casos mais graves, a infecção pode levar à morte.
Embora o Brasil não registre circulação endêmica do poliovírus selvagem, autoridades de saúde reforçam que a manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para impedir a reintrodução da doença no país.
A enfermeira da Central Municipal da Rede de Frio, Juliana de Araújo Souza, explica que alcançar a meta representa um avanço, mas não elimina a necessidade de continuar incentivando a imunização.
“Atingir a meta estabelecida é um resultado positivo para a cobertura vacinal do município, mas deve servir como incentivo para a continuidade da imunização, não apenas contra a poliomielite, mas também contra todas as doenças contempladas no calendário vacinal”, explicou.
Vacinação gratuita nas unidades de saúde
Em Palmas, a vacinação contra a poliomielite é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas Unidades de Saúde da Família (USFs).
Além da aplicação das vacinas, as equipes de saúde orientam pais e responsáveis sobre o calendário infantil, verificam possíveis doses em atraso e acompanham a situação vacinal das crianças.
O esquema de imunização contra a poliomielite prevê três doses iniciais, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de uma dose de reforço aos 15 meses, conforme o calendário nacional vigente.
A recomendação é que pais e responsáveis procurem a unidade de saúde mais próxima, levem a caderneta de vacinação e verifiquem se há doses pendentes.
Mesmo com a meta alcançada em Palmas, a continuidade da vacinação é considerada essencial para manter a proteção coletiva e reduzir o risco de novos casos da doença.
